Sobre o que desejei, já não sei

Dúvida, lacuna, cansaço

Um passo adiante

Diante de todo esse espaço

Já Não sei...

"Anonimato do sentir"

Pulsante o desejo não cala

Desperto, cria formas de cura

Costura os remendos e apura

O que fica e o que vai embora

Vozes ao longe com seus discursos vazios

Fazem minha mente vagar pelo Universo

Vagar sem compromisso

Brincando com fantasias

Que tomam vida própria

E que começo a direcionar se estão no rumo errado

Aterisso quando algo me desperta

Da minha deliciosa catarse

Mas volto sempre que posso

Estou pensando sobre a multiplicidade de pensamentos e consequentemente atitudes que permeiam minha vida e que se contradizem. Li num livro de Lya Luft sobre o uso da palavra anistiar ao invés de perdoar e achei fabuloso, por que como ela mesma coloca, não tem conotação religiosa , nem dá a idéia de que somos bonzinhos perdoando alguém e nem a nós mesmos. Pensamentos, contradições, anistia...

Servindo ao destino

Deixei-me levar

Correnteza fluindo

Levando-me ao mar

Mar de sonhos, de brumas

Frios, quentes, espumas

Verde, roxo, lilás

Peixes, algas e bolhas

Ouco o som das escolhas

Que ganham vida com o tempo

Acerto que se molda

Ao verso, prosa  e trova

Onde exprimo sentimento

 

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